Sustentabilidade: efeito da conscientização social
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Por DG – O Cib3r_Ativist@ / Sergio A. B.Sustentabilidade! Não faz muito tempo que essa palavra começou a ser usada na mídia, como forma de alerta ou mesmo propaganda. Mas há muito que vem sendo “gritada” por ambientalistas e cientistas do mundo todo.
Mas afinal, o que é essa tal sustentabilidade?
Sustentabilidade se define como um princípio de uma sociedade que mantém os recursos necessários para um sistema social justo, ambientalmente equilibrado e economicamente próspero por um período de tempo longo e indefinido. Não trata-se apenas de árvores e animais, mas da interação da sociedade como um todo com o seu meio, sociedade da qual vive dentro de um ambiente vivo com suas próprias limitações.
Em suma, sustentabilidade é conseguir produzir qualquer coisa sem um impacto negativo ao seu entorno, no caso: o planeta! Básicamente é fazer o que precisamos fazer hoje sem prejudicar o amanhã.
“O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”. Definição de desenvolvimento sustentável apresentada no relatório “Nosso Futuro Comum”, publicado em 1987 pela Primeira Ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, conhecida por criar a definição de desenvolvimento sustentável mais aceita atualmente.
O Santo Graal da sustentabilidade na parte de um sistema ambientalmente equilibrado é a aplicação do termo “impacto zero”, ou seja, por exemplo: um sistema de produção fabril pode gerar impactos negativos com o meio onde está inserido, mas com um desenvolvimento sustentável esses impactos são reduzidos ou anulados. Como vocês irão ver no documentário “The history of stuff” (A história das coisas), o sistema linear de produção atual é um sistema em crise, pois não é dada a devida atenção ao inicio e ao fim desse sistema, que seria a extração dos recursos do meio ambiente e o descarte do produto final pelo consumidor, pois focando-se apenas no lucro e na produtividade, não são medidos esforços de aumentar essa produção, sendo assim mais recursos naturais serão estuprados do meio ambiente e mais lixo é produzido, sendo que não há tecnologia suficiente para controlar e ajudar a gerir a quantidade exorbitante de lixo produzido diariamente. Desenvolvimento sustentável então é poder administrar esses sistemas de modo a não prejudicar o meio ambiente para as futuras gerações sem ter que diminuir produção e consequentemente o lucro, mas a adequação da empresa ao meios alternativos para manter-se e para evoluir em sociedade com um meio ambiente estável.
Mas também não é só isso, por exemplo, no sistema social: um garoto de rua me pediu dinheiro no sinal, o ato de eu dar o dinheiro apenas por caridade e seguir minha vida, sem me preocupar com o que vai acontecer com aquele garoto é (superficialmente) denominado filantropia, ou se preferirem “dar o peixe” (sem ensinar a pescar, mas como sempre há excessões). Não podemos apenas dar o peixe e fechar os olhos para as causas das diferenças sociais e com isso nos sentirmos realizados por termos dados 50 centavos para um garoto de rua, isso está longe de ser o ato de bondade do dia e não vai ser por isso que o papai noel irá nos visitar no verão.
Sua preocupação com certeza vale muito mais que 50 centavos, preocupação e interesse em saber o porquê das coisas, e buscar soluções para as causas, investindo com dinheiro, tempo ou conhecimento, investir com o que você tem de melhor (conceito de voluntariado), muito ou pouco, mas não fingir não saber dos problemas e continuar levando uma vida medíocre.
Devemos pensar de forma a não mais sustentar tal diferença e sim gerar oportunidades, para que os mais atingidos não necessitem de pedir, e sim conquistar, como casos de empresas que após ter longos anos de serviço de um funcionário, antes de demiti-lo, investe em cursos para ele (o funcionário), de modo que ele não fique perdido e jogado ao relento do desespero no mercado atual de trabalho que exige mão-de-obra especializada.
Mas o que isso tem a ver comigo ou com você?
A resposta é simples: você está inserido nesse planeta que chamam de terra, o que atinge um atinge vários, inclusive você, a menos que você se suicide e vire um simples número num gráfico estatístico do governo.
Só que esse não é o único problema. Está quente, e daí? Ligamos o ar condicionado, certo? Não. Porque em 2050 já teremos atingido o Pico do Petróleo e a energia barata vai ser coisa do século passado. Literalmente.
Já vimos muito sobre a importância de não sermos sangue sugas através do consumismo dos recursos naturais de nosso planeta – quando falo nosso me refiro aos terráqueos e não somente aos humanos – mas não podemos nos esquecer que em um planeta sustentável envolve muito de responsabilidade social.
Agir de forma responsável socialmente é viver consciente de nossas ações, e de como elas refletem no todo da sociedade e com o nosso meio, com o pensamento de que os mínimos detalhes fazem diferença, agir de forma a não prejudicar o planeta ou qualquer forma de vida nele presente.
Agir de forma responsável é ficar atento a “seta dourada do consumismo”, seta a qual move o mundo de hoje, porém responsável pela grande desigualdade social de nosso planeta. Desigualdades a qual determina em quantos metros quadrados as pessoas irão viver.
Todos já ouvimos falar das explorações da mão de obra barata de alguns paises, por empresas mundialmente conhecidas, piores que essas empresas somos nós que sabemos, e financiamos tal atitude, tudo pelos caprichos de uma vida moderna ditada por uma ilusão da mídia.
Mas se a coisa é tão fudida quanto parece, o que posso fazer a respeito?
Muitas coisas mesmo! Pra não ficar tão vago, citarei alguns exemplos: parar de usar sacolas plásticas, se for fazer compras leve sua própria sacola; diminuir o consumo que hoje é exagerado, mudar os hábitos de vida como ficar horas no banho para algo com menos impacto, se ver sua vó, mãe, tia, irmã, vizinho, e por ai vai, se ver alguem (ou você mesmo) lavando a calçada com a borracha vomitando água exageradamente, de um toque e mostre que pode ser lavado com vassoura e um balde de água, mostre que a calçada não sente sede nem calor, consuma produtos com atestado de procedência legal (ex: selos em móveis), ande de bicicleta! (um ciclista a mais = um carro a menos), mais saudável, econômica, prática e ecológicamente correta, ou então adote a carona solidária ou o transporte coletivo, melhor, em curtas distâncias, vá de a pé, mais saudável! E por ai vai…
Sustentabilidade sócio-econômico-ambiental se alcança com respeito e solidariedade, sentindo a importância da vida. Humana ou não, a VIDA.
Um boa dica de filme – O diamante de sangue.
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