Uma tecnologia simples e barata para desinfectar água
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Uma boa notícia tem circulado (há algum tempo já) na rede, sobre uma estudante de 18 anos, brasileira, que foi a vencedora do Prêmio Jovem Cientista após apresentar um projeto de baixíssimo custo que desinfeta a água com uma técnica chamada de solarização (veja matériaaqui), e que tem ajudado vários moradores carentes que vivem a beira dos rios de Belo Horizonte.
Não, essa técnica não consiste em fazer um macaco beber a água e ver se morre ou se algo mais acontece, rs, mas o projeto consiste em garrafas PET pintadas de preto de um lado, caixas de papelão e papel alumínio, onde é colocada a água a ser desinfetada e, após isso, é exposta ao sol por 4 horas. Tendo decorrido esse tempo, 100% de todas as contaminações por vírus e bactérias são eliminadas por meio do calor e da radiação UV.Microorganismos são sensíveis ao calor, é possível eliminar 99,9% deles aquecendo a água entre 50-60°C por cerca de uma hora. Assim são eliminados Enterovirus e Rotavírus, Coliformes fecais, Salmonela, Shigela, Vibrião da cólera, ovos de Ascaris, Tênias e Schistosomas, Giárdia, e outros. Radiação ultravioleta (UV) também tem efeitos letais sobre vírus e bactérias por sua ação sobre as enzimas e o próprio DNA. Menos de 30W.h/m2 são suficientes para eliminar Coliformes e Streptococus fecais bem como Escherichia coli.” (Fonte: vide observação no fim do artigo).
Porém, separadamente, esses dois fatores não exercem muita força sobre a eliminação da contaminação do que quando unidas (a união faz a força!), gerando assim um efeito sinérgico, elevando substancialmente a eliminação da contaminação. Porém há ressalvas para a aplicação dessa técnica, onde algumas delas são: deixar o recipiente limpo e ser transparente para a passagem dos raios UV, a água não pode ser turva, pois atrapalha na passagem dos raios UV que é absorvida conforme passa pela água, caso estiver turva, a água deverá ser filtrada (para verificar se esta turva, basta colocar a garrafa em cima de um sinal qualquer e olhando pelo gargalo verificar se é possível enxergá-la), e os recipientes não podem ser muito grandes, devendo ser de até 2 litros.
“Se a água a ser solarizada tiver ar dissolvido, e, consequentemente, o oxigênio nele contido, pela ação da radiação UV serão gerados peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e radicais livres de oxigênio, extremamente letais aos microorganismos. Uma prática recomendada é, ao preparar a solarização, colocar de dois terços da capacidade de água da garrafa e agitá-la vigorosamente por cerca de meio minuto, completando a garrafa em seguida.”
Realmente recomenda-se apenas o uso de garrafas pet brancas transparentes, pois há garrafas que possuem um aditivo anti-radiação e por não impor barreiras para a entrada dos raios UV como nas garrafas coloridas.
Para unir o calor aos raios UV e potencializar a solarização, basta pintar um lado da garrafa de preto, e para melhorar mais pode-se forrar essa parte com papel alumínio (com mostra a figura abaixo) ou colocar a garrafa dentro de uma caixa forrada com alumínio, desde que os raios solares atinjam a garrafa por 4 horas.

Essa é mais uma das formas alternativas de conseguir o mesmo que vários produtos de alto custo disponibilizados no mercado fazem, mais uma inovação das organizações (taaabajara) das mentes humanas que buscam o bem comum, interessados apenas no bem estar coletivo em prol daqueles que são esquecidos pelas massas dominadoras e detentoras de grande parte do capital mundial.
OBS: as duas citações aqui mostradas foram tiradas do Blog De Barco na Amazônia, onde possui todas as fontes de pesquisa dessa técnica pelo autor do artigo, e esse artigo é uma adaptação do texto do mesmo blog feita por mim mesmo.
Para mais informações a respeito também, acessem o site do projeto Sodis (em inglês)
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